Abordagens Pedagógicas

As experiências de aprendizagem transformadoras da Escolinha da Kika e do Cantinho das Fadas são feitas para ajudar as nossas crianças a crescerem tanto dentro como fora do contexto escolar. Cada dia é cheio de oportunidades para  experimentar novas situações pedagógicas, sociais e emocionais. Nossos Educadores criam um ambiente seguro e aberto, onde podem ajudar e orientar as crianças a descobrirem-se a si próprias e a explorar o mundo ao seu redor.

Temos como princípio uma pedagogia inspirada numa metodologia participativa que aposta na liberdade de desenvolvimento das crianças, centrando-se mais no desenvolvimento motor e sensorial da criança, deixando para segundo plano os aspetos intelectual e cognitivo.

É um método dedicado ao desenvolvimento das crianças em ambientes livres, incentivando cada criança a criar uma base sólida da sua capacidade de sentir, de pensar e agir. 

Pretendemos que a criança se revele como um ser único, e portanto aquilo que lhe damos enquanto ambiente educativo é para ela se desenvolver de acordo com a sua própria vontade, com o que sente que precisa. É de extrema importância que as crianças brinquem livremente e que expressem aquilo que elas realmente sentem, sem pressas partindo daquilo que elas necessitam desenvolver e criar. Para isso, recorremos ás diferentes expressões artísticas, tais como expressão plástica, dança, música e expressão corporal despertando os sentidos, a imaginação, e a fantasia.

Os brinquedos são feitos em madeira e as bonecas feitas de pano. As salas apesar de amplas têm poucas crianças e os espaços de refeição aptos a qualquer atividade de culinária.

Neste modelo pedagógico as crianças são convidadas a fazer parte da rotina dos adultos desde cedo, através do colocar a mesa para as refeições, participar na elaboração destas, tais como fazer pão ou bolo para o lanche, cultivar e tratar da horta entre outras dinâmicas, tornando desta forma as crianças mais autónomas e responsáveis.

O outro modelo seguido é o da pediatra Emmi Pikler, no qual a conquista autónoma dos movimentos da criança está ligada ao desenvolvimento cognitivo. Um depende do outro: movimentos, relações, sentimentos e cognição, num amadurecimento harmónico da criança por inteiro.

Neste modelo a criança pequena é uma pessoa ativa, competente, capaz de tomar iniciativas e a qualidade das relações entre adulto e criança são uma primazia, principalmente nos momentos de cuidados, que, segundo Pikler, deveriam ser vivenciados de forma íntima e profunda.

 Emmi Pikler dá primazia  à construção de vínculos fortes entre a criança e sua cuidadora, principalmente em decorrência de uma atenção exclusiva oferecida a cada uma durante os cuidados quotidianos – muda da fralda, troca de roupa, alimentação. São igualmente relevantes uma rotina coerente e respeitosa com a criança, de uma estabilidade dos adultos e de respostas justamente adaptadas às necessidades individuais. Como consequência, graças a essa atenção e a essa sustentação, a criança se compreendesse como competente, digna de atenção e reconhecida em sua individualidade.

A criança e seu cuidador compartilham experiências em sintonia afetiva, mas compreendidas por ambos. A narração das ações realizadas pelo adulto cuidador evita a tensão aniquiladora, vivida pela criança como intrusiva e invasiva.

Focada no cuidado com a saúde física e no respeito à individualidade da criança, a abordagem Pikler tem como princípio a relação entre Educadora e bebé e o desenvolvimento por meio da autonomia e do brincar livre, geralmente aplicada durante os três primeiros anos de vida. 

 É a criança que nos diz qual caminho deverá ser seguido com ela. O papel dos educadores é acompanhar e respeitar a individualidade e a necessidade delas.

Este modelo procura a autonomia da criança, mas baseia-se sobretudo no movimento para conseguir esta autonomia e desenvolvimento.

É um método muito usado na etapa em que os bebés ainda não andam. As salas estão cheias de gavetas, pequenas escadas, plataformas… móveis pequenos e objetos que permitam aos bebés movimentarem-se sozinhos e desenvolvam as sua habilidades motoras livremente e de forma segura.

É muito importante que a criança esteja alguma parte do tempo deitada no chão, olhando para cima.

Pickler defendia de que o desenvolvimento motor é espontâneo; e assegurava que, se são proporcionadas certas condições, as crianças chegam por si mesmas ao desenvolvimento motor adequado. O adulto não “ensina” movimentos, nem ajuda a realizá-los, e as crianças movem-se e desenvolvem-se regidos pela sua própria iniciativa.

O educador observa e estimula o aluno a progredir, mas sempre com a paciência, calma e respeitando ritmo de cada aluno. Não intervém nos movimentos do bebé a fim de deixar que seja ele, em seu ritmo, quem dá o passo.

A criança  investiga e experimenta por si mesmo. O objetivo é que as crianças sejam livres, ativas e tenham uma atitude positiva e autónoma em relação às suas conquistas e fracassos.

 

Seguimos um alto padrão académico como guia para a criatividade e liderança de nossos Educadores. Nossos objetivos não são rígidos e nem estanques. Promovemos e facilitamos formações ocasionais desenvolvidas em resposta aos últimos estudos sobre inovações e teorias educacionais, tanto à equipa quanto aos pais que tiverem interesse.

Alvará da Segurança

Social Nº 45/2018